Sobre

Caminhar obriga a manter-se em apoio sobre um só pé, pegar alguma coisa deslocando-se supõe uma independência entre braços e pernas. Nas primeiras idades, tão determinantes para o futuro, a criança vai afinar a coordenação dos seus gestos. As brincadeiras, atividades físicas de todos os gêneros, são aspectos desta indispensável aprendizagem que deve conduzi-la a independência.

O movimento é, portanto não somente natural, mas, acima de tudo, indispensável. Instintivamente procuramos assegurar-nos do domínio do nosso corpo. O esporte é o prolongamento codificado desse desejo de otimização das nossas capacidades e, acessoriamente, um meio de liberar um potencial de energia.

Quando chega a idade da força decrescente, é a necessidade de conservar aquilo que nos está fugindo, que empurra para os estágios e academias pessoas que, às vezes, mantiveram-se sempre afastadas disso.

O termo “instinto vital” resume essa maneira de agir. Eu me mexo, então estou vivo!

A maioria dos nossos comportamentos mais fundamentais são apenas meios de superar o medo. As alegrias provadas no esforço e a ultrapassagem de si mesmo encontram aí todo o seu significado.

Se admitimos então que razoes profundas inconscientes são a origem de uma agitação física que parecia devida a causas mais fúteis, isto é suficiente para justificá-la. Amemos, portanto o movimento que desloca as linhas! Mas ainda é preciso deslocá-las harmoniosamente e para o maior benefício do proprietário.